sábado, dezembro 31, 2005

Um casting muito especial

Uma das cenas do episódio 2. O actor Carlos Infante faz um casting, o director orienta-o e exemplifica como deve ser. O riso imediato e a seriedade dos personagens.

sábado, dezembro 24, 2005

Os Actores.1

Pê-Pê Rapazote, Miguel Barros, Susana Arrais e João Gualdino. Personagens: os neo-hippies.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Os personagens.


Encontros semanais com dezenas de personagens que passaram pelo Quadrado. Cada fim de semana um convívio com a loucura, a crítica mordaz e o prazer de as guardar numa K7, para mais tarde, frente ao programa de edição as ligar, cruzar e descobrir o sentido ao não sentido de tudo aquilo.
Quatro actores deram vida a hippies, velhos dementes, polícias, marginais, famílias duvidosas, casais hetero e gays, estrelas de palco e novela ou respeitáveis professores, numa constante mutação de roupas,maquilhagens e atitudes.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Cronologia do Quadrado.


É normal, em rodagem, não fazer as sequências pela sua ordem cronológica. Essa ordem obtem-se posteriormente na montagem e o Quadrado não fugiu à regra, por motivos logísticos, rentabilização de décores e meios.
Assim, as primeiras cenas gravadas pertencem ao episódio dois e algumas cenas do episódio um foram feitas após outras do episódio três ou quatro...
Estes comentários também não obedecem necessariamente a uma ordem específica.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

A banda sonora. 1

Para além do som directo, outros sons são gravados a posteriori na pós-produção audio, ou de uma forma mais clássica: sonoplastia.
No meio de dezenas de sons acrescentados, um conjunto mais ou menos harmonioso emerge dos demais: a música ou banda sonora.
O recurso à música clássica foi uma opção. Contraste entre situações mais ou menos cómicas e/ou grotescas com a chamada música séria. Acentuar cenas ou parte delas, recorrendo a trechos musicais clássicos, revelou-se eficaz, por vezes estranho, mas eficaz.

Lembro-me da sequência do episódio 3 - Simão ressaca e a mãe ajuda-o, dando-lhe a droga em forma de um CD com música de Wagner. Uma situação nonsense tranformada em drama. A música ( abertura de Tannhäuser de R.Wagner) dá uma grande ajuda.

O som, eterno companheiro.


Não havia mesa de mistura. O microfone ligava directo à câmara. E os níveis de áudio? Este seria o grande teste ao modo automático de som da câmara que se revelou excepcional!
Mais tarde, na pós-produção áudio, não houve queixas. Na imagem, o Tiago Correia, perchista de serviço.

A opção por uma só câmara.


Várias vezes pensei em utilizar duas câmaras. à primeira vista simplificava o processo mas , por outro lado, era preciso um outro operador - que não havia - e dificultava o trabalho de som e iluminação.
Avaliados os prós e contras optámos por uma só câmara - cuidados redobrados com racords e, sempre que possível, fazer planos de sequência.

terça-feira, dezembro 20, 2005

O Genérico - versão final.

Optou-se pelo look de filme antigo (a minha modesta homenagem a G.Méliès).O genérico, só por si, conta uma história - era essa a intenção do Miguel. Foi assim que ficou:



O genérico estava gravado. Faltavam poucos dias para começar a sério. E o som? Ainda não se sabia que material a SIC podia ceder. E a iluminação? Haveria HMI´s ? O C.Cunha estava optimista.

domingo, dezembro 18, 2005

Exteriores do genérico.

Dia 2.

Eu e a câmara. A HDV-Z1E revelou-se uma máquina surpreendente. O bom tripé chegou mais tarde.
08.00h, um dia nublado de Agosto na praia do Meco. Um homem primitivo é surpreendido pela queda de um aparelho de TV, assim, sem mais nem menos. Depois...temos um minuto, no máximo, para contar toda a história.


Primeiro personagem, primeira transfiguração: o primitivo (Miguel).
Foi uma aparição fugaz. Passámos a manhã juntos no Meco. Nunca mais o vi.
A partir daqui foi um encontro semanal com muitas mais personagens diferentes, desempenhadas pelos 4 actores.


15.00h na Lagoa de Albufeira. Atirámos a TV à água umas 20 vezes, sob os olhares de espanto dos banhistas. O splash do televisor . O saco estanque portou-se bem.

sábado, dezembro 17, 2005

Script anotado para o genérico.


quinta-feira, dezembro 15, 2005

O começo - Agosto de 2005.


Um telefonema.Um contacto. Realizador precisa-se...e não só. Reunião: eu, o Carlos Cunha (director de fotografia), o Miguel Barros e a Susana Arrais (autor e produtores do projecto). Visionamento do episódio piloto : gargalhada geral. Condições: uma câmara, equipa super reduzida e fazer um episódio de 25 minutos num fim de semana ; 13 episódios = 13 fins de semana... Breve momento sério, de reflexão...Vamos em frente! Aceito o desafio.

Dia 1. Uma maqueta para o genérico. A Susana cenógrafa.

Com o céu azul feito pela iluminação, um prato de plástico pintado a spray e algum fumo de tabaco recriou-se uma cena de ficção científica, série B. A pós-produção faria o resto.


A verdadeira dimensão. Aqui, como na Vida, pouco é o que parece.
1ª aparição do João Gualdino, um dos quatro actores.

O C. Cunha iluminando (-nos), ou como do pouco se fez muito. O material de iluminação foi cedido pela SIC.
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